Reservas

Até meados do século XX as florestas da Amazônia foram preservadas mas nos últimos 40 anos o avanço sobre estas reservas foi estrondoso. As árvores não foram as únicas vítimas. Centenas de espécies (animais e insetos) desapareceram, muitas delas nem conhecidas pelo homem. A destruição do verde avançou no início da década de 70, quando abriram estradas na região. A situação melhorou um pouco nos anos 80, voltando a piorar na década seguinte. Em 2002, foram 23.700 mil km2 devastados.


As principais razões  da destruição são a abertura de estradas, o corte de árvores para produzir madeira e o avanço da pecuária e da agricultura. As florestas naturais são consumidas a um ritmo alarmante em todo o mundo. A demanda de madeira nobre aumenta ano após ano mas a oferta vem se reduzindo significativamente. Por sua vez, a população mundial vem crescendo a uma taxa de 100 milhões de pessoas por ano. A FAO, órgão das Nações Unidas voltado para a área de alimentação e produção agrícola, estima que haverá, em menos de 15 anos, um aumento de 50% da demanda de todos os tipos de madeira. Demanda crescente e oferta reduzida pois a reposição depende  de investimentos, além do tempo necessário para o crescimento da planta.

O aumento do preço das madeiras nobres é diretamente proporcional à redução das florestas e ao endurecimento das legislações do países importadores. E não há substituto para madeira de boa qualidade. Vários grupos ambientalistas travam verdadeiras guerras contra o desmatamento acelerado. A indústria madeireira do mundo todo deverá passar por uma profunda transformação em função das pressões exercidas por estes grupos, notadamente na Europa, em prol da introdução de uma legislação que permita importações unicamente de madeira procedente de plantações ou de um manejo adequado das poucas florestas remanescentes. A implementação de uma legislação com esta finalidade teria como efeito imediato a valorização das plantações administradas profissionalmente e certificadas por instituições de credibilidade reconhecida.