INTRODUÇÃO
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Portanto, como a escolha do quê produzir normalmente acaba por prender o agricultor por longo período e ensina-lhe de forma implacável que a lei da ação-reação existe, faz-se necessário, antes de plantar, primeiro pesquisar o mercado. É preciso achar aquilo que vai vender e que possa ser produzido com eficiência. Neste raciocínio, o gigantismo brasileiro e nossas condições climáticas deixam claro certas vantagens de nossas terras, mas também nos alertam que expandir de forma desenfreada a área de certas culturas pode gerar uma oferta acima da demanda. Dentre as vocações de nossa agricultura temos a silvicultura. Aqui certas espécies crescem em menor tempo se comparadas com outros países e reunimos condições políticas, culturais e econômicas propícias. O déficit mundial de madeira é estrondoso e em termos nacionais também é alarmante. Há necessidade de árvores para celulose, papel, móveis, construção civil, geração de energia e muito mais. A demanda é crescente e a oferta decrescente, finita, cada vez mais de longe e de reposição demorada. Infelizmente a silvicultura é freqüentemente colocada de lado pelos produtores. A existência de matas nativas sendo exploradas, a falta de capital para investimentos com prazos mais longos de retorno ou mesmo o desconhecimento de técnicas apropriadas que dêem segurança para se aventurar em uma cultura diferente são aspectos que contribuem para este fato. Contudo, este quadro está mudando. |
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Paradoxalmente, plantar madeira nobre é justamente um bom negócio por causa deste imperativo natural a que o produtor se sujeita. O manejo das florestas nativas não supre a demanda e a natureza não faz concessões no prazo de reposição. Investir em uma floresta plantada de Guanandi é responder de forma lucrativa à todas as perguntas formuladas no início desta introdução, além de participar da conservação da natureza. Plantar árvores está dentre os melhores negócios do momento. |